Esse é um título de um roteiro que está sendo produzido por Milson Marins, amigo e parceiro da P.A.D.A., para o site Recife Assombrado.
Nessa história, vemos um homem frio e calculista tentando descobrir uma forma de se livrar de um fantasma que o persegue aonde quer que vá: O da sua esposa morta. O Detalhe mortal é que foi ele próprio quem matou a esposa.
Uma coisa legal nessa história é que ela é toda contada pelo personagem principal a um pai de santo que ele espera que lhe ajude, porém, ele conta a história como se fosse uma pessoa boa mas as imagens que mostramos ao leitor é justamente o contrário.
Isto levanta uma discussão antiga na qual se defende que você colocar um texto narrativo num quadro e mostrar exatamente o que tem na narração. Ou seja, seria uma redundância e uma das duas seria desnecessária (Ou o texto ou a imagem).
Veja um exemplo disso na imagem abaixo

Trecho de uma hq do grupo Excalibur, Escrita por Chris Claremont e desenhada por Alan Davis onde o texto narrativo repete exatamente o que a cena já mostra.
Esse tipo de redundância é muito comum (E até certo ponto perdoável) quando o personagem conta uma história ou uma lembrança para outro personagem e, para evitar que a história fique cansativa só mostrando cabeças conversando, acrescentamos imagens do que está sendo narrado pelo personagem.
Mas, na maioria das vezes, procure evitar esse subterfúgio. Tente procurar soluções onde a imagem fale por si e use a narração para incluir pontos de vistas e sensações que não (algumas poucas vezes) podem ser capturadas no desenho.
E, agora, uma amostra de uma das páginas da história COMO MATAR UM FANTASMA? escrita por mim e desenhada por MILSON MARINS.
Ah, só para lembrar, este domingo a tarde estarei no paço alfândega participando do evento o dia da toalha junto com a P.A.D.A.




