Nova hq no site oficial: Abraços por 50 centavos

Olá amigos, já está em andamento no meu site oficial o desenrolar de uma nova hq: Abraços por 50 centavos.

Com roteiro meu e desenhos do premiado Laudo, Abraços por 50 centavos conta a Comovente história que mostra como a velocidade da vida moderna está nos fazendo esquecer de nossas relações humanas e nossos sentimentos.

Espero que gostem. Todo dia, um novo quadrinho/página. Boa leitura.

Abraços por 50 centavos

Abraços por 50 centavos

Back In Action: F.D.P. e SPACE OPERA

Ok,ok. Mais uma vez eu deixei esse blog às moscas. é que no trabalho tá com um bug para adicionar imagens e em casa eu acabo fazendo outras coisas e acabo me esquecendo. Aí, veio o carnaval e,bem,você sabem…

mas vamos deixar de conversa e vamos direto as novidades…

Space Opera está indo de vento em popa.
O projeto SPACE OPERA está em fase final de produção e, se tudo der certo, em meados de Março ou início de abril, vocês já poderão ver a primeira edição pela editora Júpiter II.

O projeto, que conta com a participação de WILL (SIDERALMAN), RICARDO ANDERSON (CABALA, AS NOVAS AMAZONAS) , TÉO PINHEIRO (F.D.P.), GIAN DANTON (MANTICORE), ROSENDO CAETANO(IMUNE), LUCIANO OLIVEIRA(MAX POWER), vem sendo desenvolvido desde novembro do ano passado e consiste em 4 edições trimestrais que permearão todo o ano de 2010. Se oprojeto tiver boa aceitação e crítica,no ano de 2011 daremos continuidade ao mesmo abrindo espaço para novos artistas, personagens e séries.

Neste primeiros quatro números vocês irão acompanhar as aventuras de uma nova personagem , ANDRÔMEDA, e verão a continuidade de outras duas séries minhas: AS NOVAS AMAZONAS E RENEGADO 3000.

Logomarca de SPACE OPERA

Logomarca de SPACE OPERA criada por Will.

Além disso,  Já está em fase de produção, depois de mais de 2 anos hibernando, a segunda edição do F.D.P. que está sendo produzida num sistema de multirão contando com 14 artistas:

I. Carlos Brandino
II. Frank Delmindo
III. Will
IV. Eduardo Pinto Barbier
V. Fabiano Godoy
VI. Adriano Araújo
VII. Rodrigo Nery
VIII. Tito Camelo
IX. Carlos Alexandre
X. Rosendo Caetano
XI. Allan Goldman
XII. José Henrique
XIII. Artur Batista
XIV. Vinícius Posteraro

F.D.P. por Will

Esboço de página do F.D.P.por Will

Acima, um making off de uma das páginas produzidas pelo grande parceiro Will, responsável pela fantástica diagramação da primeira edição e pela criação da logomarca do personagem.

Quem não conhece o F.D.P., pode adquirir a primeira edição aqui:
http://www.bodegadoleo.com/DetalhesProduto.aspx?Pub=FDP01&Num=0

Sobre Leis de incentivo ao quadrinho nacional

Abaixo, segue uma Carta-resposta ao [GUEDES MANIFESTO] Apostando no autor brasileiro que foi iniciada na lista da GibiHouse. Antes de mais nada, devo informar que não se trata de uma carta contra ao que Guedes escreveu (embora tenha um ponto que eu discorde) mas sim de apoio a ele. E a forma como resolvi participar desse dia do Quadrinho nacional (Atrasado) foi com a exposição desta carta resposta pois mostra meu ponto de vista sobre a lei de incentivo aos quadrinhos nacionais (Tema antigo mas que não consegui mudar ainda o meu ponto de vista).

Segue a carta:

Eu apoio totalmente o seu manifesto, Guedes, e acredito que, mesmo atrvés da dificuldade, os quadrinhos nacionais irão encontrar seu rumo. Vide Zoo e Necronauta. Mas, se não tiver continuidade e renovação(Não ficarmos sempre nos mesmos autores), cairá no mesmo limbro de sempre.

Infelizmente, discordo de você quanto a questão de leis de incentivo a produção de quadrinhos. Diversos países como Argentina, Japão, Coréia, Espanha e França tem criado incentivos e/ou leis de proteção aos trabalhos em quadrinhos produzido por seus conterrâneos. E isto não acabou com os quadrinhos vindo de fora mas conseguiu dar aos quadrinhos de seuspaíses condições de lutar de igual pra igual( e Algumas vezes, conseguiu mostrar que se é possível fazer quadrinhos ate melhores).

algumas pessoas estão aproveitando algumas brechas para lançarem os seus trabalhos, como podemos ver aqui:
aqui

E isso émuito bom. Infelizmente, sem o apoio de Editoras e suas distribuidoras(Acho que aqui está o grande problema dos quadrinhos nacionais), essas tentativas se restrigem a pequenos nichos de cultuadores de quadrinhos de altíssima qualidade e nãoterão continuidade por si só (Ou seja, não irá criar um volume de leitores que se justifique sua publicação de forma continuada).

Infelizmente, temos uma memória instintiva recente muito ruim do controle do estado sobre o indivíduo(Digo temos me referindo a todos os outros que nãoviveram a ditadura mas guardam lembranças dela como se tivessem vivido e sofrido) e toda vez que se fala em lei de proteção aos quadrinhos, os ânimos se afloram mais do que a razão.

E, enquanto temos pudores quanto a isso, o cinema nacional vem mostrando a sua cara por que consegue ser mais prático, menos cego e menos apaixonado em relação a como conseguir produzir seus trabalhos e muito mais focado no resultado final que é a obra-pronta.

Peço desculpas antecipadamente se ofendi alguém pois esta não é, nem nunca será a minha intenção. Apenas tentei expor o meu ponto de vista que não é o certo mas apenas o que eu acho que seria, talvez, melhor (Não que o seja) e,assim, propor novos prismas para o debate.

Abs a todos

Agora, segue o texto original do Guedes:

Diz assim o ditado popular: “tudo que é mais difícil é mais gostoso de se conquistar”. Mas bem que a publicação das HQs de autores brasileiros poderia ser mais fácil, não é?

Angelo Agostini – patrono do Quadrinho
Brasileiro

Infelizmente, excetuando-se Mauricio de Sousa, as editoras daqui ainda não dispõem de uma estrutura adequada para colocar uma série de títulos com personagens inteiramente nacionais de uma maneira regular nas bancas. Estrutura psicológica, digo.

Num país em que dezenas de empresas chegam à falência diariamente, os proprietários das editoras não se arriscam em promover apenas o produto brasuca, que, invariavelmente, é desconhecido do grande público, optando, então, pelo dito “material enlatado”. Ou seja: quadrinho estrangeiro – americano, japonês, italiano, etc. -, que, no entendimento deles, é o que pode garantir boas vendas.

No passado foram propostas medidas radicais como leis que obrigavam as editoras a colocar determinada quantidade de títulos nacionais nas prateleiras. Particularmente não acho legal, afinal, ninguém aqui é coitadinho, e nem está pedindo esmola. Nosso direito de publicar é legítimo, mas temos o dever de conquistá-lo! Mas como fazê-lo?

A verdade é que não há uma “fórmula mágica” para isso. O caminho é penoso, mas tenho certeza de que se o autor brasileiro estiver realmente empenhado, ele poderá chegar ao seu destino tão almejado.

Evidente que não basta apenas dominar o claro-escuro, a perfeição anatômica, e as angulações excitantes. Na verdade, não vai adiantar nada o pretendente ao estrelato desenhar mangá, cartum, ou ser cópia-carbono do “artista quente” do momento, se não tiver o mínimo de bagagem cultural.

Não falo exatamente de escola ou faculdade (que também são muito importantes, claro), mas sim, de ler jornais, revistas e livros; de ouvir rádio; de acompanhar o noticiário… enfim, de estar antenado em tudo à sua volta. Ser bitolado não está com nada, meu chapa!

O quadrinista é, antes de tudo, um profuso idealizador, e até mesmo, um formador de opinião. Pode parecer exagero, mas a elaboração de uma história, e a construção dos personagens exige do autor, além de criatividade inata, bastante sensibilidade, responsabilidade, sabedoria e uma boa dose de experiência de vida.

Com todos esses atributos aliados à disposição para se produzir, caberá então somente às editoras bancarem a empreitada. Agora, se mesmo assim estas preferirem ficar amarradas ao produto lá de fora e sujeitas à falta de criatividade que impera atualmente no quadrinho gringo, com certeza vão continuar estupidamente na amarga e retumbante queda de vendas de suas revistas.

Por que não, então, apostar em novos e promissores talentos tupiniquins, hein?

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Esse texto foi publicado originalmente em 2002, na revista Desenhe e Publique Mangá Especial 1, da Editora Escala, e seu tema, infelizmente, continua gritantemente atual.

Uma amostra do que pensa a Panini sobre os quadrinhos nacionais aqui.

E uma entrevista feita sobre o assunto em 2006 aqui.