Novo esboço de quadro dO Senhor Dos Dragões

O Senhor dos Dragões é uma adaptação do livro de Virgílio Campos. O roteiro ficou sob minha responsabilidade e a arte ficou por conta do Luciano Félix.

E, aproveitando que tenho uma nova imagem para mostrar para vocês,vou falar resumidamente sobre Adaptações.

Uma adaptação é uma das coisas mais difíceis de se fazer por que você precisa manter todos os elementos principais da história original e, ainda assim, tentar fazer uma coisa diferente. Eu sou contra adaptações literais. Aquelas em que o roteirista quadriniza em palavras cada cena e palavras exatamente como no original. Acaba ficando sacal pra quem escreve e tedioso para quem vai ler a obra adaptada.

No caso específico dO Senhor dos Dragões, eu tenho uma certa vantagem pois existem muitas passagens que são apenas mencionadas e que me permitem desenvolvê-las com cenas, sentimentos e falas totalmente originais. Ainda assim, resolvi incluir elementos (Cenas) totalmente originais que sequer são mencionadas no livro. É o caso da cena inicialonde Merlinus Ambrósius tem uma visão de um centurião Romano lutando tendo a sombra de um dragão acompanhando-o indicando que se trata de Arturius Pendragon, Filho de Uterius, Senhor da casa dos Dragões.

Então, fica a dica:Em adaptações,mantenham os elementos principais da história mas,ao mesmo tempo, tente incluir elementos e cenas originais (Desde que acrescentem valor a história e não apenas para encher linguiça).

Agora,sem mais delongas,eis o novo esboço feito por Luciano Félix.

Esboço de cena dO Senhor dos Dragões feita por Luciano Félix.

A menina que roubava livros e o meu saco cheio

O primeiro livro que peguei em quase 7 anos que passei lendo praticamente livros técnicos foi A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, de Markus Zusak. É uma sensação estranha ler sem culpas do tipo: “oh, diabos! Eu deveria estar estudando Tópicos Avançados de Engenharia de Software!”. Mas cedo ou mais tarde vou me livrar dela.

Quanto ao livro, ele é muito interessante. Tanto na forma de escrever/contar onde Markus Zusak utiliza-se da MORTE como narradora da história quanto na história em si que narra a vida sofrida de uma garota adotada por alemães durante a segunda guerra mundial.

Só aguentei ler até a página 56

Por quê? Por que eu não aguento mais histórias de sofrimento durante a segunda guerra mundial. Porra! Eu já saquei! A segunda guerra foi foda! Todo mundo se fudeu! E já vi uma centena de obras tratando do assunto passando de MAUS (Essa sim, excelente!) até a lista de Schillinder (Sei lá como se escreve e nãoquero “googlear’).

Não sei. Talvez eu esteja sendo duro demais ou talvez só não estou no clima de ler esse tipo de livro nesse momento. O fato é meu saco já encheu e devo começar a procurar outro livro para lerem seguida.

Modelo Padrão para iniciar um Roteiro

Uma das coisas mais chatas ao se iniciar um roteiro propriamente dito é preparar o documento word para escrevê-lo. Mesmo assim, considero importante formatar o roteiro de uma forma o mais profissional o possível para evitar de você terque ficar mandando e-mail e reescrevendo coisas que já poderiam estar no próprio roteiro.

Uma das coisas mais importantes mas que tem é colocar seu próprio nome no roteiro.Mas,pasmem! já houve casos de eu receber roteiros sem o nome do autor.

Visando diminuir o trabalho e padronizar minha produção, criei um modelo no word deum roteiro vazio para servir de pontapé inicial para escrever meus roteiros. Existem várias formas de se escrever um roteiro e a minha é só mais uma delas mas é a que EU considero uma das mais profissionais (Na sua apresentação).

E, para quem interessar, eu agora compartilho aqui no meu blog. Como não consegui incluir na extensão de modelo mesmo, recomendo que abram o arquivo e o salvem no formato de Modelo do Word para proteger o documento.

ModeloDeRoteiro

Considerações sobre o roteiro que acabei de escrever: A Noite da Caça

Olá amigos,

As partes mais difícéis para se escrever um roteiro é ter a idéia legal para se trabalhar e montar o esqueleto da história. Depois disso, é mais trabalho braçal e de lapidação que dá pra ir fazendo enquanto se escreve o roteiro. Quando temos uma  limitação de páginas ou quando sua história é grande (20, 30 páginas) esse “esqueleto” acaba sendo uma breve descrição do que acontecerá em cada página. Faço isso para não me perder depois pois é bem difícil de se lembrar exatamente o que a gente tinha pensado para a página 19 quando a gente chega nela.

No caso de “A Noite da caça”, que não tinha nenhuma limitação de tamanho mas, ao mesmo tempo não deveria ser uma história muito grande (histórias grandes = dificuldade de arranjar desenhista), esse esqueleto ficou só na mente mesmo com a idéia inicial e o resultado final. Vejam bem, eu não sabia exatamente como a história ia terminar mas sabia qual o resultado que era esperado no final.

Então, por ser um roteiro simples, fui escrevendo e deixando que a própria história me ditasse seu ritmo e o que iria acontecer depois baseado nos personagens em questão  e nas suas atitudes.

Normalmente, meus roteiros são um pouco mais elaboradosno sentido de preparação antes de iniciar a escrever propriamente o roteiro. Mas, repito mais uma vez, por ser uma história curta, acabei deixando tudo mais solto.

O resultado final é que gostei desse pequeno roteiro e, e cair nas mãos de um hábil desenhista, dará uma bela hq.

Making off de Novo Roteiro em Produção: A Noite da Caça.

Dei uma rápida parada no roteiro que estava escrevendo sobre a Cruz do Patrão para o Recife Assombrado pois surgiu um lance e precisei iniciar outro roteiro também de terror.

Como prometi na minha oficina no Anima Recife e já tinha mencionado aqui antes, na medida do possível, vou tentar incluir aqui o meu diário de produção.

Bem, como esse era um roteiro de terror e não tinha nenhuma idéia disponível, iniciei pelo óbvio: um Brainstorm.

É interessante mencionar que, na maioria das vezes, você vai se encontrar nessa situação: Você está pensando em fazer uma história de super-heróis e alguém vem e lhe pede para fazer uma hq de terror. Ou vice-versa.

Então, iniciei meu brainstorm de forma visual digitando no google as palavras terror, horror,  assombração e coisas assim. Mas fiz isso apenas para pegar imagens aleatórias e ver o que poderia sair. E aí comecei a anotar as idéias num caderninho que está aqui na minha frente.

Eis algumas coisas que sairam: Casa arrepiante, baratas assassinas (Essa eu gostei tanto que ainda vou escrevermas preciso de mais algumas peças para encaixá-las direitinho), assaltantes, apocalipse, assassino de zumbis e torturador.

Abaixo uma ou duas das imagens que me serviram de inspiração.

Uma mansão assutadora.

 

Um torturador ou serial killer.

 

Então, de posse de algumas idéias preliminares, comecei a escrever algumas sinopses que seriam a semente do roteiro e, após escrever algumas, optei por uma que achava a mais interessante e comecei a escrever o roteiro.

Bom, espero que isto tenha servido de alguma coisa para vocês.

 

Oficina de Roteiro no Anima Recife

Sábado passado, dia 14 de janeiro, ministrei uma pequena palestra/oficina sobre roteiros para hsitórias em quadrinhos. Foi a segunda vez que ministrei essa palestra. A primeira foi no evento Dos Quadrinhos para as telonas VI do ano passado.

O mais legal da palestra é que depois eu abro um espaço para perguntas e é muito gratificante tirar dúvidas de novos roteiristas. Espero que a gente da PADA consiga organizar o quanto antes os cursos de roteiro, desenho, etc.

Abaixo, algumas fotos do evento.

Foto tirada pelo pessoal do PernambucoNerd

 

Foto tirada por Sandro Marcelo

Novo roteiro em produção: A Vingança dos Amaldiçoados

A Cruz do Patrão

Comecei hoje a escrever um novo roteiro de terror inspirado no encontro que tivemos com o pessoal do Recife Assombrado. Trata-se de “A Vingança dos Amaldiçoados”, um roteiro baseado nas lendas que envolvem um lugar em Recife chamado de  “A Cruz do Patrão”. Um lugar cheio de história de crimes violentos e aparições inexplicáveis.

Do ponto de vista didático, caso alguém esteja interessado, comecei o brainstorm desse roteiros há alguns dias quando iniciei uma pesquisa sobre histórias de assombração em Recife. E, dentre elas, encontrei uma que dizia ser a Cruz do Patrão o lugar mais assombrado de Pernambuco.

Então, após uma pesquisa rápida para gerar algumas idéias, comecei a bolar na minha cabeça a estrutura da história e a motivação dos personagens envolvidos na mesma.

Hoje, depois de achar que as pontas soltas estão interligadas, decidi que era hora de começar.

Bem, vamos ver o que acontece.

Tentarei, na medida do possível, atualizar as informações sobre esse roteiro como numa espécie de “Diário de um Roteirista”,ok?