Resgate da Coluna Vertebral, publicada no site Bigorna


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Uma das Ilustrações de Gerson Witte para a Coluna publicada no site Bigorna.

Entre 2006 e 2008 eu participei ativamente de um dos maiores sites de divulgação de quadrinhos nacionais que já tivemos: o BIGORNA. Inicialmente eu comecei colaborando com pequenas notas (Não posso chamar de matérias) sobre lançamentos e novidades no mundo dos quadrinhos nacionais e escrevendo algumas resenhas. Posteriormente participei publicando uma coluna chamada “Coluna Vertebral” onde falava o que desse na telha.

O nome da coluna, a título de curiosidade, foi inspirado no poema “A flauta-vértebra” de Vladimir Maiakoviski. Em várias delas tive a colaboração do artista Gerson Witte fazendo as ilustrações da seção.

Já faz algum tempo que estou querendo reunir minha história no mundo dos quadrinhos em meu blog. O ideal era começa com todos os meus trabalhos publicados e depois colocar outros itens como artigos, entrevistas, etc. Mas, como eu sou meio desorganizado mesmo, venho fazendo o que vai dando vontade e quando estou com tempo.

Hoje eu finalizei uma dessas etapas ao copiar todas as colunas assinadas por mim que foram publicadas no site do Bigorna. São registros de uma mente jovem, cheia de sonhos e disposição e que servem a título de curiosidade para se ver o que se passava pelos quadrinhos nacionais naquela época e como estão as coisas hoje em dia.

Todas as colunas podem ser lidas acessando a seção ARTIGOS PUBLICADOS > BIGORNA.

Abaixo, as três primeiras estrofes do poema de Maiakovski que são as partes que mais gosto:

A todas vós
que já fostes ou que sois amadas
como um ícone guardado
na gruta da alma
qual uma copa de vinho
à mesa de um banquete
ergo meu crânio repleto de versos.

Freqüentemente me indago:
talvez fosse melhor
dar à minha vida
o ponto final de um balaço.
Todavia
hoje
dou meu concerto de despedida.

Memória!
Junta na sala do cérebro as fileiras
das inumeráveis bem-amadas.
Derrama o riso em todos os olhos!
Que de passadas núpcias
a noite se paramente!
Derrama alegria em todos os corpos!
Que ninguém possa esquecer esta noite.
Hoje tocarei a flauta
de minha própria coluna vertebral.

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