Memórias do Mestre do Mal: O início do fim, página 3

Memorias do Mestre do Mal

Memorias do Mestre do Mal

As coisa não parecem nada boas para o Mestre do Mal. O Glorioso está com a vantagem mais uma vez e, por alguma razão, isto não surpreende mais o Mestre do mal.

Com roteiro meu e arte de Alex Barros. Esta hq é atualizada semanalmente e para lê-la, clique aqui.

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As Novas Amazonas homenageiam o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

Isolda e Zoe, das Novas Amazonas numa homenagem ao dia nacional da visibilidade lésbica. Arte de Mauro Barbieri

Isolda e Zoe, das Novas Amazonas numa homenagem ao dia nacional da visibilidade lésbica. Arte de Mauro Barbieri

Em 29 de agosto de 1996 aconteceu o Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), uma iniciativa levada a cabo pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de janeiro (COLERJ). Desde então esta data tem sido celebrada como o Dia da Visibilidade Lésbica. Trata-se de um dia para reforçar a luta contra a discriminação de gênero.

E, para não deixar este dia passar em branco, eu e o ilustrador Mauro Barbieri resolvemos prestar nossas homenagens através das personagens Zoe e Isolda das Novas Amazonas, duas guerreiras que também são amantes e encarnam bem o espírito deste dia.

Quer saber mais sobre As Novas Amazonas? Clique aqui. E veja a galeria com as personagens aqui. Se quiser, mande uma ilustração para a gente postar na galeria.

Memórias do Mestre do Mal: O início do fim, página 2

Detalhe - O INÍCIO DO FIM (Roteiro: Leo Santana e Arte: Alex Barros) Página 02

Detalhe – O INÍCIO DO FIM (Roteiro: Leo Santana e Arte: Alex Barros) Página 02

Nesta segunda página, voltamos no tempo até o longínquo ano de 2015 e começamos a acompanhar a história do Mestre do Mal onde ele enfrenta o super-herói chamado de Glorioso.

Com roteiro meu e arte de Alex Barros. Esta hq é atualizada semanalmente e para lê-la, clique aqui.

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Ilustração da capa da edição dAs Novas Amazonas Por Rom Freire e André Ciderfao

As Novas Amazonas [Arte de Rom Freire, Cores de André Ciderfao]

As Novas Amazonas [Arte de Rom Freire, Cores de André Ciderfao]

Chega mais uma espetacular arte para a galeria dAs Novas Amazonas, desta vez pelas mãos de Rom Freire (Arte) e André Ciderfao (Cores). Mas não é uma ilustração qualquer. Trata-se da ilustração que servirá de capa para a edição digital Das Novas Amazonas que estou preparando e que vai juntar numa única revista as 3 primeiras hqs das guerreiras.

Queria agradecer imensamente ao Rom pela ilustração incrível e ao André Ciderfao por ter feito um excelente trabalho com as cores. Valeu mesmo galera por me ajudar a dar vida a este projeto.

Estou meio desorganizado esta semana mas espero retomar este projeto até a próxima semana.

E aí? O que acharam?

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Memórias do Mestre do Mal: O início do fim, página 1

Detalhe de O INÍCIO DO FIM (Por Leo Santana e Alex Barros) Pág 01

Detalhe de O INÍCIO DO FIM (Por Leo Santana e Alex Barros) Pág 01

E começamos a publicação de mais uma hq on line. Desta vez, de uma série inédita: Memórias do Mestre do Mal. Com o título “O início do fim”, a primeira história desta nova série irá apresentar, num mundo de pessoas com super-poderes, a ascensão de um vilão a partir de várias perspectivas diferentes. Nesta primeira página, somos apresentados a um homem que pretende nos contar uma parte desta história. Com roteiro meu e arte de Alex Barros. Esta hq é atualizada semanalmente e para lê-la, clique aqui.

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Zoe: Um novo conto dAs Novas Amazonas

Zoe por ROM

Zoe por ROM

ZOE

Manter a esperança. Acreditar que amanhã poderá ser melhor do que hoje. Procurar o brilho das coisas mesmo estando mergulhado na mais profunda escuridão. Essa era a verdadeira batalha a ser vencida. Pelo menos era isto que Zoe acreditava.

A bela amazona de cabelos claros como a luz do sol e lisos como seda estava montada em seu cavalo, passando pela floresta da mata atlântica. Ela não estava sozinha. Era acompanhada pelas demais guerreiras que se auto intitulavam de As Novas Amazonas. Ela observava atentamente às árvores, à vegetação densa e aos pequenos animas que abriam passagem assustados quando ela e suas amigas passavam. Mas ela também observava de quando em vez, misturado ao verde das matas, carros destroçados, ferragens diversas, sofás rasgados, pias de banheiro, placas de trânsito. Tudo aquilo havia sido arrastado até ali pelas ondas gigantescas que varreram a costa dos continentes. E depois que a maré recuou, deixou ali aquele amontoado de entulho.

Um leve estalido aguçou todos os seus sentidos e a fez, imediatamente, armar uma flecha em seu vigoroso arco. A tensão durou alguns segundos que pareciam uma eternidade. Sua respiração tornou-se lenta e espaçada, uma gota de suor começara a cair de sua têmpora e ela sem mexer um músculo apontando sua arma para o lugar de onde o barulho tinha vindo.

Foi quando, por detrás de um pedaço de uma asa de avião, saíram uma mulher, um homem e uma criança. Todos tinham uma aparência maltrapilha, de pedintes, quase bichos, mas estavam muito calmos, diria-se que quase felizes. O homem devia ter uns 25, talvez 30 anos. A mulher, mais jovem que ele, deveria estar chegando na casa dos 25. E a criança – uma garota – devia ter uns de uns 2 para 3 anos. A mulher carregava um arco laçado por entre o corpo mas Zoe percebeu que eles não representavam nenhum perigo e relaxou a sua flecha na corda do seu arco.

– Algum problema, Zoe? – Veio a voz de Helena lá do fundo, de alguns metros de onde ela estava.

– Não! – Respondeu Zoe ainda sem tirar os olhos da família – Não é nada!

Zoe observou melhor àquelas 3 criaturas: fracas, sujas, desgraçadas. Porém unidas. Unidas no infortúnio, na dor e no sofrimento diário de sobreviver num mundo tão duro e violento. E o fruto daquela união estava ali em seus braços. Esta união lembrou a Zoe de uma outra. Uma na qual não pensava há muito tempo.

O nome de Zoe veio de um livro velho onde jovens guerreiros e antigos Deuses viviam e lutavam entre si. Um livro que seu pai leu para ela quando ela ainda tinha 4 ou 5 anos. Aliás, foi de seu pai que Zoe herdou o gosto pelos livros e a esperança no futuro. De sua mãe, aprendeu coisas mais práticas como o uso das ervas para curar ferimentos e doenças e a caçar com o arco e flecha. Sua mãe era uma guerreira. Seu pai, um pacifista. Olhando para trás agora, ela não consegue imaginar como duas pessoas tão diferentes se apaixonaram. Ela ainda lembrava-se das discussões dos dois a respeito deste tema: guerra e paz. Sua mãe exasperava-se tentando demonstrar seu ponto de vista. Ela gesticulava, andava de um lado para o outro, cuspia berros de indignação. Enquanto isto, seu pai observava tudo com a maior atenção do mundo, escutando cada palavra dela com verdadeira concentração, mas, quando ela perguntava o que ele achava disto tudo ele simplesmente levantava-se, aproximava-se dela, beijava-a profundamente com um amor tão sincero como Zoe nunca mais vira outra vez e então, com um sorriso doce e franco nos lábios, dizia-lhe:

– Pode uma espada vencer isto?

A mãe de Zoe baixava a guarda e desistia da conversa. Pelo menos até a próxima oportunidade.

Eles se conheceram de uma maneira sui generis. Sua mãe dizia que estava andando pela floresta a procura de alimento quando encontrou seu pai sentado embaixo de uma árvore lendo um livro tão compenetrado que sequer percebeu quando a bela arqueira passou por ele. Não resistindo a curiosidade, ela deu meia volta em seu cavalo e perguntou a ele:

– O que você está fazendo aí?

– Lendo! – Ele respondeu após dar uma boa olhada naquela altiva mulher montada no cavalo.

– Lendo? – Ela indagou – o que é isto?

– Você nunca… – ele surpreendeu-se, mas logo lembrou-se de que este não era um hábito comum e que eram poucas as pessoas que passavam este conhecimento de uma geração para outra. – Ler é decifrar os ensinamentos contidos nestes livros!

– E o que você está…lendo… neste…livro? – Ela perguntou cada vez mais fascinada com aquele misterioso e, ao mesmo tempo cândido, homem.

– A Maldição de Titã de alguém chamado Rick Riordan!

Zoe esboçou um leve sorriso ao se lembrar desta história que seu pai sempre lhe contava. Mas o sorriso logo desapareceu de seus lábios dando lugar a uma expressão triste que remetia à saudade que ela sentia pela ausência dos dois.

Zoe e seus pais viveram felizes por muitos anos. Felizes de acordo com as possibilidades dentro desta nova configuração mundial de caos e selvageria. Mas a união entre os três era mais do que suficiente para ignorar as desgraças ao seu redor. Zoe lembrava-se como seu pai estava sempre fazendo-a rir e mostrando-lhe sempre que, por mais terrível que as coisas podiam parecer, estar vivo sempre seria uma dádiva e que dias melhores haveriam de chegar para afastar os dias ruins.

– Não importa por quanto tempo a dor e a tristeza te acompanhe, minha pequena Zoe! – Ele dizia-lhe olhando firmemente em seus olhos – Um único momento de alegria é capaz de te fazer esquecer décadas de sofrimento!

E ele estava certo. A seu modo. A vida deles não era fácil: sempre se mudando de um lugar para o outro a procura de abrigo e alimento, evitando ao máximo o encontro com outros seres humanos (Principalmente quando estavam em grupos) e lutando contra os perigos que a própria natureza lhes impunha. Mas tinham uns aos outros. E os momentos juntos eram sempre especiais. Zoe sempre sentiu isso. Parecia saber que aquilo não iria durar eternamente e sempre procurou aproveitar ao máximo aqueles breves momentos de riso, distração e carinho.

E quando tudo acabou, acabou de uma forma rápida mas extremamente dolorosa para dar lugar a um enorme período de provações e sofrimentos. Zoe não consegue se lembrar exatamente de onde eles vieram. O que ela se lembra é do alvoroço, da correria e dos gritos. Seu pai tomou-lhe nos braços e correu o máximo que pôde. De relance, por cima dos ombros dele, ela viu quando sua mãe tentou armar mais uma flecha e foi atingida por uma lança rudimentar que lhe atravessou o corpo fazendo-a tombar inerte. Em seguida, viu cada vez mais se aproximar a sombra daquele cavaleiro vestindo roupas rasgadas e carregando uma espada na mão. E quando esta espada desceu, seu pai parou de correr e os braços dele afrouxaram-se ao redor de Zoe. Ela foi cercada pelos outros homens e conheceu, pela primeira mas não última vez, a brutalidade selvagem do sexo tomado à força. E enquanto aqueles animais se revezavam em cima dela, a mente de Zoe flutuava no etéreo tentando fugir da violência que seu corpo sofria.

Zoe tinha, então, apenas 12 anos.

Estes pensamentos ruins acabaram por trazer-lhe de volta ao presente e amargar um pouco o doce sabor da lembrança de seus pais que iniciara todas essas reminiscências. Percebeu então por que raramente procurava pensar nos seus pais: a alegria da lembrança sempre estava atada a um grande sofrimento que Zoe luta diariamente para esquecer.

– Você está bem, Zoe? – Perguntou Isolda, a gigantesca e musculosa amazona, aproximando seu cavalo do de Zoe. – Você está aí parada olhando para o nada há alguns minutos.

Zoe surpreendeu-se com a chegada de Isolda, o grande amor de sua vida, e respondeu-lhe:

– O quê? Oh, Isolda, é você? Não percebi você chegando!

– O que houve? Você está se sentindo bem? – Insistiu a outra amazona.

-Oh, sim! Claro! Eu só…achei que tinha visto…algo! Uma família: um homem, uma mulher e uma criança! Mas agora não há nada! Devo estar imaginando coisas!

– Como eles eram? – Perguntou Isolda, armando-se de seu machado preparando-se para algum eventual perigo.

– O Homem era barbudo e a mulher tinha os cabelos loiros e compridos… – Respondeu Zoe.

– Loiros como os seus?

Neste instante Zoe teve certeza de que aquela família que encontrara no meio da mata era fruto mesmo de sua imaginação. Talvez da saudade imensa que nunca deixou de sentir. Talvez da memória que insistia em não lhe deixar esquecer. Mas a verdade é que os estranhos que pensara ter visto, eram na verdade, seu pai e sua mãe num reflexo da primeira memória que ela se lembra deles. Ao tomar consciência disto, Zoe deu um leve sorriso e, enquanto uma lágrima de felicidade e saudade escorria de seus olhos, ela respondeu a Isolda:

– Sim…como os meus…

FIM

Para ler as hqs das Novas Amazonas, clique nos títulos: “Homem bom é homem morto”,  “Antigas Histórias” e “Mais intenso que a vida, maior que a própria morte”.

Quer saber mais sobre As Novas Amazonas? Clique aqui. E veja a galeria com as personagens aqui. Se quiser, mande uma ilustração para a gente postar na galeria.

Começou a produção da mais próxima hq dAs Novas Amazonas

A próxima hq dAs Novas Amazonas intitulada “Cães Selvagens” já está em produção. O responsável pelas ilustrações da história será Mauro Barbieri. Já trabalhei com o Mauro há alguns anos na hq “O consultório Sentimental de Myrna”, uma adaptação minha de colunas de jornais assinados por Nelson Rodrigues com o pseudônimo de Myrna.

Este fim de semana, o Mauro me mandou os sketches das primeiras páginas (Que eu divido agora com vocês). Também estou disponibilizando a primeira página do roteiro. A ideia é começarmos a publicação deste material aqui no blog assim que acabar a hq do Mestre do Mal, provavelmente no início de outubro.

AS NOVAS AMAZONAS 004 – CÃES SELVAGENS

ROTEIRO DE LEONARDO SANTANA

PÁGINA 1

QUADRO 1

EXTERNA. DIA. PANORÂMICA MOSTRANDO A CIDADE DE SÃO PAULO EM RUÍNAS, TOMADA DE PLANTAS SELVAGENS E TREPADEIRAS. VIDE Figura 1 – Avenida Paulista Apocalipse, Figura 2 – O mundo destruído e tomado por plantas, Figura 3 – O Mundo destruído, Figura 4 – o mundo tomado pelas árvores, Figura 5 – O mundo destruído e tomado por plantas, Figura 6 – O mundo selvagem do jogo Crysis 3, Figura 7 – Mais um exemplo do mundo selvagem de Crysis 3, Figura 8 – Prédios e florestas na série de hq Hinterkind e Figura 9 – AVENIDAS NA HQ HINTERKIND

TEXTO: NUMA CIDADE QUE OUTRORA FORA CONHECIDA COMO SÃO PAULO.

TEXTO: “NÃO GOSTO DISSO, HELENA! ESTAMOS MUITO EXPOSTAS!”

QUADRO 2

PLANO AMERICANO FRONTAL ABERTO MOSTRANDO ALGUMAS AMAZONAS CAMINHANDO À CAVALO PELA AVENIDA PAULISTA, RODEADAS POR ENTULHOS, PLANTAS SELVAGENS E CARROS REVIRADOS TAMBÉM COBERTOS POR TREPADEIRAS E FERRUGEM. AS AMAZONAS, EM QUESTÃO SÃO: HELENA EM PRIMEIRO LUGAR E NO CENTRO DA CENA; ZOE, AO LADO DIREITO DE HELENA, APENAS A DOIS PASSOS DA PRIMEIRA; OLÍMPIA VEM HÁ ALGUNS METROS ATRÁS, DO LADO ESQUERDO DE HELENA, JUNTAMENTE COM JASMIM – AS DUAS ANDAM JUNTAS E ESTÃO COMO SE ESTIVESSEM CONVERSANDO; AINDA MAIS ATRÁS, DESSA VEZ, DO LADO DIREITO DE HELENA, VEMOS ATHENA E LOLITA QUE, EMBORA ANDEM JUNTAS, CADA UMA ESTÁ OLHANDO PARA UM CANTO COMO SE ESTIVESSEM PROCURANDO ALGO ENTRE OS ESCOMBROS. NÃO VEMOS ISOLDA POR QUE ELA ESTÁ FAZENDO O PAPEL DE BATEDORA COMO IREMOS SABER MAIS A FRENTE. ATHENA AINDA CAMINHA SEM NENHUMA ARMA APARENTE E AS OUTRAS AMAZONAS, EMBORA TENHAM ARMAS, CAMINHAM COM ELAS GUARDADAS.

HELENA: EU ENTENDO SUA PREOCUPAÇÃO, ZOE! MAS PRECISAMOS AVANÇAR MAIS RÁPIDO EM NOSSA JORNADA! O AMAZONAS NÃO VAI FICAR MAIS PERTO SE NÃO AVANÇARMOS O MÁXIMO QUE PUDERMOS DURANTE O DIA!

ZOE: EU SEI! MAS A EXPERIÊNCIA JÁ NOS ENSINOU QUE NÃO PODEMOS CONFIAR NOS VIAJANTES QUE CRUZAM NOSSO CAMINHO!

QUADRO 3

PLANO MÉDIO FRONTAL ABERTO MOSTRANDO HELENA E ZOE CONVERSANDO.

HELENA: NÃO SE PREOCUPE, ZOE! ISOLDA ESTÁ ABRINDO NOSSO CAMINHO COMO BATEDORA! SE HOUVER ALGO QUE NOS AMEACE, ELA VOLTARÁ COM UM ALERTA!