Chris Claremont – Excalibur 1 – Página 1

O roteirista

1380643_ca_0306_claremont_03_cmc

Chris Claremont (nascido em Londres a 30 de novembro de 1950) é um roteirista, conhecido principalmente por sua fase de 16 anos (1976-1991) escrevendo histórias dos X-Men. O estilo que Claremont concebeu para os X-Men se tornou referência para as histórias de equipes de super-heróis desde então. (Fonte: Wikipedia)

A Série

O Grupo Excalibur foi criado por Alan Davis e Chris Claremont em 1988, após a saga conhecida como a Queda dos Mutantes. Na ocasião os X-Men Noturno, Fênix II (a filha de Ciclope e Jean Grey) e Lince Negra, uniram-se aos ingleses Capitão Britânia e sua namorada Meggan para enfrentar uma matilha de Lobisomens Guerreiros, enviados por Mojo, para pegar Rachel Summers (a Fênix). A partir daí, estando os X-Men dados como mortos, os cinco heróis resolveram se unir e montar o grupo Excalibur. (Fonte: Wikipedia)

Roteiro traduzido

Página Quadrinizada

Considerações

Aqui temos um perfeito e clássico exemplo do roteiro do tipo Marvel Way por um dos maiores roteiristas da casa das ideias. Clássico por que, atualmente, muitos dos roteiros escritos evoluíram para algo, se não idêntico, bastante próximo do Full Script. Ou seja, atualmente é cada vez mais difícil encontrar roteiros seguindo este formato.

Iniciando nossas considerações, o que mais chama a atenção é o fato de que o roteirista não define uma quantidade de quadros ou layout da página. Ele apenas descreve tudo o que o desenhista deve colocar nela deixando com ele a responsabilidade de decidir quantos quadros serão necessários para contar a história, quais os planos e ângulos a serem utilizados e, até mesmo, o ritmo narrativo da história. Mesmo o roteirista, neste caso, tendo passado um sentimento de pressa e agonia para o que acontece na página, cabe ao desenhista decidir como vai narrar visualmente estas sensações.

Se você prestar atenção, também vai perceber que muitas informações foram deixadas de lado (Não por que não eram importantes, mas, simplesmente, por falta de espaço) como parte do cenário (as janelas) e detalhes dos figurantes (Não dá para ver que eles são maquiadores, camareiras, cabeleireiros, treinador de diálogo, etc.). Mesmo assim, Alan Davis é tão bom ilustrador que ainda consegue incluir na cena alguns detalhes mencionados pelo roteirista (um cartaz para o romance de T. H. White, The Once & Future King aparece proeminente, outros da atriz Katherine Hepburn e o dançarino Mikhail Baryshnikov).

Um outro ponto que precisamos comentar é o fato de que, no roteiro, não há nenhuma informação a respeito dos diálogos ou textos de um narrador oculto. Isto acontece por que somente após o desenhista produzir as páginas é que estas informações são incluídas. É possível perceber que Chris Claremont propõe ao desenhista apenas a ideia do despertar agitado de Kitty Pride, mas, na versão final da história, ele adiciona (através de um narrador oculto) um sentimento de inquietude na personagem que antes não havia na história (no roteiro).

Conclusões

Como mencionamos no artigo tipos de roteiro, o roteiro do tipo Marvel Way é bastante ágil, mas depende muito da competência do desenhista para poder impor uma narrativa satisfatória para o argumento passado pelo roteirista.

Mesmo assim, após observar o roteiro original, entendemos por que Chris Claremont se tornou um dos maiores roteiristas da Marvel de sua época: Além de fazer histórias emocionantes, ele supria o desenhista do máximo de informações possíveis para que ele pudesse produzir a melhor narrativa possível.

É claro que, na minha opinião, isto torna o desenhista uma espécie de co-autor da história. Não que isto seja um problema, mas pode se tornar um risco em potencial quando não há uma certa sintonia entre escritor e desenhista ou o desenhista não domine a arte da condução visual narrativa.

Roteiro original

 

E vocês? o que acharam desta análise? Comentem aí e sugiram outros roteiros e roteiristas para que eu possa comentar.

Anúncios