Personagens de Pernambuco Holandês: Conde de Olivares

Conde de Olivares

O Conde-duque de Olivares por Carlos Eduardo Cunha

Apesar de Governada pelo rei Filipe IV, uma das maiores influências dentro da corte era a de GASPAR DE GUZMÁN Y PIMENTEL RIBERA Y VELASCO DE TOVAR, O CONDE-DUQUE DE OLIVARES, que tinha a posição de CHEFE DO GOVERNO ESPANHOL (algo equivalente a primeiro ministro).

Hábil político com grande tato diplomático e astúcia, Olivares assume o poder Espanhol quando o infante Filipe sobe ao trono. Em sua escalada pelo poder, manda matar ou prender as figuras mais destacadas do reinado anterior e impõe um estilo de vida cheio de ostentação para si e para toda a corte espanhola através de aumentos abusivos de impostos.

Além disso, havia em Olivares uma ferrenha determinação em recuperar os países baixos, o que o fez com que ele, em 1621, acabasse com a paz de “doze anos” com a Holanda. E, por isso, é dele a missão de convocar Duarte de Albuquerque Coelho, Conde de Pernambuco, herdeiro único da capitânia de Pernambuco e seu irmão, Matias de Albuquerque, o, então,ex-capitão-mor da capitania de Pernambuco e ex-governador geral do Brasil, para uma espinhosa missão: informar sobre o possível ataque holandês às costas Brasileiras e que caberiam aos irmãos impedir o sucesso dos “hereges”.

No projeto “Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, você vai poder ver o encontro entre esses três homens.

“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

Para acompanhar as novidades a respeito deste projeto, curta a nossa página no facebook: https://www.facebook.com/pernambucoholandes/

Diários Italianos: um pouco mais sobre Grupos de Combate

A menor unidade bélica dentro da infantaria do exército Brasileiro era o Grupo de Combate (GC) que foi copiado do “Rifle Squad” do exército americano.

De acordo com o manual da Rifle Company de 1942, um “Rifle Squad”,compreendia, em média, de 12 homens:

  • O Sargento líder do esquadrão;
  • Um cabo que atuava como seu assistente e granadeiro com rifle anti-tanque;
  • Uma “equipe de rifle automático” composta de três homens: o homem BAR (Que carregava o B.A.R. – ), seu assistente de tiro e um porta-munições;
  • E sete fuzileiros. Destes últimos, dois foram designados como batedores (Scouts).

E em “Diários Italianos – O Brasil na Segunda Guerra Mundial” , nós acompanhamos a história do 13° Grupo de Combate, da 8ª Companhia do Batalhão Uzeda, do Regimento Sampaio.

Nós já mencionamos um pouco mais sobre esse GC aqui, incluindo o nome dos seus integrantes e suas funções. Em breve iremos falar sobre cada um destes integrantes.

O projeto “Diários italianos – O Brasil na segunda guerra mundial” é uma história em quadrinhos ficcional que conta as aventuras de um grupo de combate de soldados brasileiros da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália, durante a segunda guerra mundial. O projeto está na fase de revisão e à procura de um desenhista para a produção das páginas de quadrinhos.

Brazilian soldiers in the Gotic Line

Grupo de Combate da FEB comandado pelo Sargento Wolf

Para acompanhar as novidades deste projeto, acesse o blog do autor (https://roteiristaleo.wordpress.com/) ou a página no facebook (https://www.facebook.com/Di%C3%A1rios-Italianos-O-Brasil-na-Segunda-Guerra-Mundial-326502687689603/)

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Personagens de Pernambuco Holandês: Matias de Albuquerque

Matias de Albuquerque

Matias de Albuquerque pelas mãos do artista Carlos Eduardo Cunha

Na ocasião da invasão holandesa de 1630, MATIAS DE ALBUQUERQUE possuía a autoridade de GOVERNADOR E COMANDANTE SUPREMO DAS CAPITANIAS DE PERNAMBUCO, ITAMARACÁ, PARAÍBA E RIO GRANDE DO NORTE e a responsabilidade de expulsar a invasão Holandesa às costas Brasileiras.

Nascido em Olinda, no ano de 1580, Matias de Albuquerque era neto de Duarte Coelho Pereira, o primeiro donatário da capitânia de Pernambuco, um militar com passagem gloriosa pelas Índias; e filho de Jorge de Albuquerque, considerado por muitos como um dos maiores guerreiros que já pisou as terras Pernambucanas. Além disso, era primo de Luiz de Sousa, o governador-geral do brasil em 1620 e irmão de Albuquerque Coelho, o herdeiro legal de Pernambuco.

Magro, porém de constituição forte, Matias de Albuquerque era um homem de ação, sem muitas firulas e sem tato político. Era um homem que fazia o que tinha de fazer doendo a quem doesse. Bruto, ignorante, enérgico, aguerrido. Matias de Albuquerque foi o grande guerreiro que combateu praticamente sozinho (Sem o apoio de outras capitanias e nem de Espanha) os holandeses no Brasil.

E a cada revés que a vida lhe dava, juntava suas forças para dar o devido troco. O que entendia e gostava mesmo era de administrar e de lutar. Seu principal objetivo era o de preservar o território de sua família (Preocupação maior do que a do herdeiro legítimo, seu irmão mais velho, Duarte Coelho). Graças a este perfil arrojado era considerado arrogante e fez muitos inimigos dentro e fora de sua jurisdição e acabou recebendo a alcunha de “O Terríbil”!

No projeto “Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, eu escrevo um pouco sobre a história deste incrível personagem e suas lutas contra os invasores holandeses.

“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

Para acompanhar as novidades a respeito deste projeto, curta a nossa página no facebook: https://www.facebook.com/pernambucoholandes/

Diários Italianos – O Brasil na segunda guerra mundial: Roteiro concluído

O projeto “Diários italianos – O Brasil na segunda guerra mundial” é uma história em quadrinhos ficcional que conta as aventuras de um grupo de combate de soldados brasileiros da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália, durante a segunda guerra mundial.

Em junho do ano passado, eu finalmente decidi que eu ia realmente escrever sobre a participação do Brasil na segunda Guerra Mundial. Comecei então a reler alguns livros que já tinha lido sobre o tema, li outros livros que adquiri depois, assisti a diversos documentários, séries de televisão, filmes, li trabalhos acadêmicos sobre os pracinhas, seus dramas, suas tragédias e suas histórias.

Finalmente, em 24/07/2016, eu comecei a esboçar, de fato, o argumento que serviria de base para o roteiro e a criação dos principais personagens da história. No dia 06/08/2016 eu comecei a escrever o roteiro propriamente dito e este trabalho perdurou, com algumas paralisações para produzir outros roteiros que me foram solicitados, até semana passada (o dia 13/05/2017, para ser mais exato).

O rascunho inicial indicava que o roteiro iria ter algo em torno de 52 páginas mas o resultado final foi uma história de 77 páginas ao todo. Esta primeira versão do roteiro ainda vai passar por uma revisão geral que deve incluir e alterar várias coisas mas acredito que a estrutura deve se manter com a mesma quantidade de páginas.

Após a revisão geral, é definir um desenhista para a série e negociar como se dará a produção. De qualquer forma, este é um marco importante demais para se deixar passar em branco e eu venho aqui comemorar com vocês.

Abaixo, publicamos uma ilustração feita por Eduardo Schloesser sobre o tema.

Diários Italianos - Eduardo Scholoesser - 1000 px

Ilustração de Eduardo Scholoesser

Só lembrando que estas ilustrações não são do projeto “Diários Italianos – O Brasil na Segunda Guerra Mundial”. São apenas homenagens de artistas nacionais feitas sobre o tema.

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Pernambuco Holandês – A Queda de Olinda – Prévias

A nossa história é rica de ação, emoção, lutas épicas e dramas arrebatadores como toda e qualquer super produção de Hollywood. A diferença é que, raramente, alguém pega essas histórias e dá a elas a verdadeira dimensão que elas merecem.

Não é o caso de “Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, a novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola (O Brasil era domínio espanhol nesta época), ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por mim, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. A dificuldade maior foi encontrar para um projeto tão audacioso, um artista com talento ímpar para dar vida a todas estas batalhas. A arte ficou por conta de Carlos Eduardo Cunha, um carioca de nascimento mas pernambucano de coração que está produzindo verdadeiras obras de arte aquareladas de uma parte tão fabulosa de nossa história e que vocês podem ver nesta postagem.

A história se passa em Olinda no dia 16 de fevereiro do ano de 1630 do nosso senhor Jesus Cristo e mostra Matias de Albuquerque, governador e comandante supremos das capitânias de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande do Norte liderando um pequenos grupo de homens livres, negros e índios contra o exército de mercenários das Companhias das Índias Ocidentais que estavam em busca do lucro fácil proveniente do açúcar, no qual Pernambuco era o maior produtor mundial.

Nós esperamos que vocês gostem tanto do que estamos fazendo como nós gostamos de produzi-lo.

PERNAMBUCO HOLANDÊS – A QUEDA DE OLINDA, Página 1

Existem poucas alegrias maiores para um roteirista de hq do que ver uma página de sua história produzida. E quando ela é produzida com tamanho talento e beleza, é quase como uma epifania delirante. Hoje recebi a primeira página do projeto que escrevi chamado “PERNAMBUCO HOLANDÊS – A QUEDA DE OLINDA”, que conta em detalhes sangrentos a invasão holandesa à Pernambuco em 1630.

A página foi brilhantemente desenhada, arte-finalizada e colorida em aquarela, por Carlos Eduardo Cunha. Amigo novo, parceiro novíssimo. Parece, porém, que já temos uma cumplicidade antiga e estamos nos entendendo muito bem neste projeto.

Esperamos que alguma editora se interesse em publicar este trabalho que está sendo pensado e produzido com muito amor, carinho e atenção. E, para provar o que estou dizendo, segue a primeira página como uma prévia para vocês acreditarem no que eu estou dizendo.

Se você gostou, comenta aí.

Local: Olinda, tarde do dia 16 de fevereiro de 1630 do ano do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em cima do Cavalo, comandando a resistência Pernambucana, vemos MATIAS DE ALBUQUERQUE, Governador e Comandante supremo da capitânias de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A QUEDA DE OLINDA - página 01 - prévia

A QUEDA DE OLINDA – página 01 – Por Leonardo Santana e Carlos Eduardo Cunha

Uma aventura de soldados brasileiros na Segunda Guerra Mundial, o início

Patrulheiros da FEB, Itália, 1944

Patrulheiros da FEB, Itália, 1944

Hoje eu começo a escrever, finalmente, o roteiro sobre o Brasil na segunda guerra mundial. Na verdade, não se trata da história do Brasil na segunda guerra mas uma história fictícia de algo que aconteceu com um grupo de soldados brasileiros durante a segunda guerra.

Eu já tenho o argumento pronto e o “esqueleto” da história todo pronto que, se correr exatamente ao que foi planejado, deve dar umas 52 páginas. Mas a minha intenção é detalhar melhor algumas coisas e algumas situações para que a história feche em 60 páginas.

Não sei se com o que eu li (e ainda estou lendo) eu já estou preparado para começar a escrever e sei também que ainda me faltam muitas informações técnicas. Mas eu decidi começar a escrever mesmo assim e deixar marcações no roteiro para voltar a estes detalhes mais técnicos ausentes posteriormente para não perder o entusiasmo e energia que estão borbulhando em mim.

Por enquanto, deixo vocês com uma passagem do livro “1942, o Brasil e a sua guerra quase desconhecida” de João Barone.

Aos poucos, o comandante da FEB, general Mascarenhas, mostrou sua capacidade para dar conta da complexa tarefa de comandar o efetivo brasileiro. Assim que o posto de comando (PC) da FEB foi deslocado para Porretta Terme, antiga estação termal romana, os brasileiros ficaram ainda mais perto da frente de combate. A cidade estava sob a mira da artilharia alemã, que realizava os chamados bombardeios de inquietação, disparando aleatoriamente sobre a cidade os pesados obuses dos canhões de 150 e 170mm. Esses projéteis de artilharia tinham alto poder explosivo, sendo capazes de destruir uma casa inteira, o que acontecia com frequência na indefesa cidade. Uma das explosões matou oito soldados brasileiros, outra atingiu o Posto Avançado de Neuropsiquiatria, matando um sargento e ferindo vários internos. Num encontro entre Mascarenhas e o general Crittenberger, o comandante americano insinuou que o general brasileiro deveria realocar seu PC para uma zona mais tranquila, dada a ameaça constante dos obuses alemães.
A resposta de Mascarenhas foi rápida e articulada:
“General Crittenberger, o senhor é um oficial norte-americano e tem na Itália vários quartéis-generais sob seu comando. O senhor pode transferi-los para a frente, para os lados, para trás, e ninguém notará. Esse, porém, é o único quartel-general brasileiro na frente italiana. Quando eu decidir removê-lo, será para a frente, nunca para a retaguarda!”