Personagens de Pernambuco Holandês: Duarte Coelho

Duarte Coelho

Duarte Coelho por Carlos Eduardo Cunha

Nascido em 1591, Duarte de Albuquerque Coelho era o filho mais velho de Jorge de Albuquerque Coelho e, por esta feita, tornou-se herdeiro único da Capitânia de Pernambuco. Porém, Duarte Coelho havia repassado a tarefa de administrar sua herança em terras brasileiras ao seu irmão Matias de Albuquerque e preferia gastar os lucros e dividendos provenientes de sua herança em cortes europeias.

Duarte nunca fora dado ao trabalho pesado e preferia viver de forma fútil e alienada entre os Bailes reais das cortes Portuguesas e Espanholas. Quando os Holandeses resolveram invadir a costa Pernambucana e ameaçar diretamente a sua capitânia, ao invés de vir defender o que era seu, mandou seu irmão Matias para defender as posses da família.

Apesar de fugir de seu papel inicialmente, mais tarde acabou tendo que vir para o Brasil e acabou escrevendo posteriormente as “Memórias Diárias de la Guerra del Brasil”, publicada em Madrid, em 1654, narrando a luta contra os holandeses em Pernambuco de 1630-1638.

É importante mencionar que não se deve confundir Duarte de Albuquerque Coelho com Duarte Coelho de Albuquerque. O segundo era tio do primeiro e foi quem, originalmente, herdou a capitânia de Pernambuco de seu pai Duarte Coelho Pereira. Duarte Coelho de Albuquerque e seu irmão Jorge de Albuquerque Coelho lutaram contra os Mouros no Norte da África e acabaram feridos e aprisionados em 1578. Após serem resgatados, Duarte Coelho de Albuquerque acabou falecendo devido aos seus ferimentos e seu irmão Jorge de Albuquerque Coelho – que também padecia de graves ferimentos – acabou repassando o direito hereditário da Capitânia de Pernambuco para o seu filho mais velho Duarte de Albuquerque Coelho.

Duarte de Albuquerque Coelho é um personagem bastante interessante e complexo que teve um importante papel durante a invasão e domínio Holandês em Pernambuco no século XVII e que você poderá ver mais de perto no projeto Pernambuco Holandês.

“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

Para acompanhar as novidades a respeito deste projeto, curta a nossa página no facebook: https://www.facebook.com/pernambucoholandes/

Personagens de Pernambuco Holandês: Matias de Albuquerque

Matias de Albuquerque

Matias de Albuquerque pelas mãos do artista Carlos Eduardo Cunha

Na ocasião da invasão holandesa de 1630, MATIAS DE ALBUQUERQUE possuía a autoridade de GOVERNADOR E COMANDANTE SUPREMO DAS CAPITANIAS DE PERNAMBUCO, ITAMARACÁ, PARAÍBA E RIO GRANDE DO NORTE e a responsabilidade de expulsar a invasão Holandesa às costas Brasileiras.

Nascido em Olinda, no ano de 1580, Matias de Albuquerque era neto de Duarte Coelho Pereira, o primeiro donatário da capitânia de Pernambuco, um militar com passagem gloriosa pelas Índias; e filho de Jorge de Albuquerque, considerado por muitos como um dos maiores guerreiros que já pisou as terras Pernambucanas. Além disso, era primo de Luiz de Sousa, o governador-geral do brasil em 1620 e irmão de Albuquerque Coelho, o herdeiro legal de Pernambuco.

Magro, porém de constituição forte, Matias de Albuquerque era um homem de ação, sem muitas firulas e sem tato político. Era um homem que fazia o que tinha de fazer doendo a quem doesse. Bruto, ignorante, enérgico, aguerrido. Matias de Albuquerque foi o grande guerreiro que combateu praticamente sozinho (Sem o apoio de outras capitanias e nem de Espanha) os holandeses no Brasil.

E a cada revés que a vida lhe dava, juntava suas forças para dar o devido troco. O que entendia e gostava mesmo era de administrar e de lutar. Seu principal objetivo era o de preservar o território de sua família (Preocupação maior do que a do herdeiro legítimo, seu irmão mais velho, Duarte Coelho). Graças a este perfil arrojado era considerado arrogante e fez muitos inimigos dentro e fora de sua jurisdição e acabou recebendo a alcunha de “O Terríbil”!

No projeto “Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, eu escrevo um pouco sobre a história deste incrível personagem e suas lutas contra os invasores holandeses.

“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

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