Conteúdo exclusivo para quem está apoiando os nossos projetos

Quem está me dando uma força lá no apoia.se já deve ter percebido a quantidade de conteúdo exclusivo e inédito que eu venho postando lá. É uma forma de agradecimento e, também, de mostrar que este investimento tem valido a pena. Tudo o que estou produzindo, eu tento colocar lá em maior quantidade e com a maior brevidade possível.

Tenho publicado os sketches que os desenhistas tem me mandado, publicando roteiros (Mesmo que ainda não estejam terminado), os bastidores da produção de certas páginas e, até mesmo, páginas de hq já legendadas. A mais nova hq das Novas Amazonas intitulada “Apenas negócios” está sendo publicada lá à medida que as páginas prontas são recebidas e eu faço a letreirização.

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Personagens de Pernambuco Holandês: Felipe e Clara Camarão

Chamada Site-Felipe Camarão

Potiguaçu, que na lingua tupi significa “Camarão Grande”, nasceu no ano de 1591 em Igapó, na cidade de Natal que fazia parte da então capitânia do Rio Grande (Atualmente o estado do Rio Grande do Norte). Em 1614 foi batizado e convertido ao catolicismo e recebeu o nome de Antônio. Em homenagem ao então soberano do Brasil, Dom Filipe II, incluiu ao seu nome “Filipe Camarão”.

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Novos rascunhos das páginas de Pernambuco Holandês

A produção da hq PERNAMBUCO HOLANDÊS está de vento em popa e recebemos semana passada diversos rascunhos de páginas da história que conta em detalhes e com muita ação a invasão holandesa em Pernambuco no ano de 1630.

Hoje estamos publicando aqui o rascunho da página 8 (mas  na nossa página no APOIA.SE, publicamos também os rascunhos das páginas 9 e 10).

Nas páginas abaixo, MATIAS DE ALBUQUERQUE volta para Pernambuco como GOVERNADOR E COMANDANTE SUPREMO DAS CAPITANIAS DE PERNAMBUCO, ITAMARACÁ, PARAÍBA E RIO GRANDE DO NORTE e vai direto confrontar ANDRÉ DIAS DA FRANÇA, o então CAPITÃO-MOR DE PERNAMBUCO para destituí-lo de sua função e informar a ameaça da invasão holandesa.

A QUEDA DE OLINDA (Por Leo Santana e Carlos Eduardo Cunha) Pag 08

A QUEDA DE OLINDA (Por Leo Santana e Carlos Eduardo Cunha) Pag 08

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“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

Para acompanhar as novidades a respeito deste projeto, curta a nossa página no facebook: https://www.facebook.com/pernambucoholandes/

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Lembrando que, a partir de agora, as prévias neste blog se tornarão mais reduzidas. Para acompanhar o making of das nossas produções na íntegra, apoie a nossa campanha neste link ou no banner abaixo.

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Pernambuco Holandês: Visita ao Instituto Ricardo Brennand

A pesquisa histórica e visual é muito importante para qualquer projeto mas ele se torna ainda mais crucial quando se trata de um projeto como o Pernambuco Holandês.

O que talvez você não saiba é que uma coisa é ler e ver imagens (seja em livros, seja na internet) a respeito de qualquer coisa de nossa história. Outra coisa é você poder ver de perto objetos, decoração e armas deste período. Felizmente, para mim, eu tenho essa possibilidade e, esta semana, eu pude aliar um pouco de prazer com trabalho ao visitar O Instituto Ricardo Brennand.

Lá existe um rico acervo de quadros de Frans Post, grande pintor holandês que retratou como poucos o Pernambuco daquela época. Também tem o Museu Castelo São João com um rico acervo de armas brancas (Chega a ser impressionante a quantidade de armas que tem lá).

Abaixo, várias imagens do acervo do Instituto Ricardo Brennand que vão enriquecer ainda mais o projeto “Pernambuco Holandês” (E também algumas curiosidades não necessariamente relacionadas ao tema mas muito legais!):

Não é a mesma coisa mas, para quem não mora em Recife e região metropolitana, é possível fazer um tour virtual aqui .

O Instituto Ricardo Brennand fica na Várzea e abre de terça a domingo, das 13h às 17h. O preço da entrada é R$ 25,00 (Inteiro) e R$ 12,00 (Pessoas com deficiência, estudantes, professores e idosos acima de 60 anos mediante documentação comprobatória).

Obs.: Na última terça-feira de cada mês é gratuito para todos.

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“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

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Pernambuco Holandês: Curiosidades do exército Holandês

exercito holandes 002

Exército Holandês durante o ataque a Olinda (Por Carlos Eduardo Cunha)

Para escrever o roteiro do projeto Pernambuco Holandês, foi preciso fazer uma grande pesquisa sobre diversos atores e aspectos da época. Muitas coisas acabam entrando na história de forma sutil, quase imperceptível. Muitas outras, porém, só servem para que autor e ilustrador compreendam como funcionavam as coisas naquele período e, por isto, acabam ficando de fora do roteiro.

Porém, são notas interessantes e eu venho hoje compartilhar algumas delas com vocês.

O foco de hoje é no exército Holandês.

No exército da Holanda (as Províncias Unidas) haviam muitos mercenários de outros países (Alemanha, Polônia, França e em países vizinhos) para compor suas tropas. Era oferecido um soldo de 8 florins (400 euros) mensais, mais participação no butim. E, já no recrutamento, era dado 13 stuivers (moeda divisionária holandesa. Este valor equivalia a cerca de 6,7 euros) e assegurado outros 13, todos os dias, até os alistados serem passados em revista. Depois do treinamento e antes de partir, cada um recebia 2 meses de soldo adiantados para deixar com suas famílias. Apesar de ser fácil encontrar homens dispostos a arriscar a vida em troca deste soldo, escolher milhares de mercenários minimamente confiáveis era bem mais difícil.

A armada holandesa consistia em 56 navios, 13 pinaças, 7.280 homens, entre os quais 3.500 soldados. De artilharia grossa contava-se 1.160 peças, entre canhões e meio canhões. Balas de ferro e de pedra e muita pólvora.

Uma Pinaça era a designação dada a um tipo de pequena embarcação, à vela ou a remos, utilizado como embarcação de apoia a navios de guerra ou mercantes. As pinaças eram usadas para estabelecer comunicação entre navios pertencentes a uma mesma esquadra ou entre os navios e a terra. Em viagens longas as pinaças eram em geral rebocadas ou navegavam de conserva com as grandes embarcações. O nome resulta da utilização quase exclusiva de madeira de pinho na construção daquelas embarcações, aparecendo em diversas formas na maioria dos idiomas europeus . A designação pinaça de Arcachon (em francês pinasse d’Arcachon) é um tipo tradicional de pequena embarcação utilizada na região de Arcachon, na costa sudoeste da França.

Os Regimentos são divididos em batalhões, e batalhões são divididos em companhias. Ppor exemplo, uma companhia pesquisada da época tinha cerca de 184 homens em armas e, para poder ser embarcada, foi preciso ser dividida em dois navios.

Para as viagens de navios, era preciso assegurar que não faltasse comida e água doce cuja duração nem sempre era certa de se prever. Era também comum a pesca durante as viagens. Em um diário de um dos soldados que viajaram e combateram na costa Pernambucana, é mencionada a pesca de cavalas, peixe-espadas e, até mesmo, golfinhos.

A respeito da alimentação, este mesmo diário menciona o seguinte: “nesta data começou em nosso navio a distribuição de víveres por porções, ou, como se constuma chamar, rações. Cada tripulante recebeu 3 grandes queijos flamengos para toda a viagem. Fomo avisados que, semanalmente, receberemos 4 libras e meia de biscoitos meados de grãos (cerca de 2 kgs), ½ libra de manteiga e um pouco de vinagre. Além disso, faremos jus a 2 dias de carne e a 1 dia de bacon ao almoço. Isto acontecerá aos domingos, terças e quintas-feiras. Nos demais dias da semana, receberemos aveia, cevada, ervilhas e, talvez, peixe. Pelo visto até aqui, é tudo tão pouco que 2 homens, com bom apetite, devorariam as rações de 8”.

Os holandeses também chamavam Pernambuco de Zuikerland (Terra do açúcar).

Armas utilizadas pelos holandeses: Espadas, arcabuzes, mosquetes e balas.

Quando em uma frota de navios, um capitão içava uma bandeira branca, era o sinal para que todos os capitães fossem a bordo da sua nau para receber ordens.

Alguns holandeses tinha o hábito de quando estavam muito mal, quando estavam pressentindo a morte chegar, gemiam e diziam que não estavam ali como se isto fosse enganar a morte. Por exemplo: “Hans Lickhosz não está aqui! hans Lickhosz não está aqui!”.

Da viagem da Europa até Pernambucno, tinham morrido mais de 200 homens da frota holandesa e cerca de 1.200 jaziam enfermos. Os holandeses atribuíram essas mortes e doenças principalmente ao escorbuto mas também à diarreia provocada pelo fato dos homens comerem quase de tudo que podia, de biscoito estragado por vermes a frutas podres.

Os holandeses também chamavam os negros de mouros.

A Formação tática dos Países Baixos consistia de: arcabuzeiros adiante, oficiais e bandeiras no centro e piqueiros atrás.

Os Países Baixos, que haviam se revoltado contra a Espanha em 1568, desenvolveram uma formação militar mais ligeira, que se baseava em regimentos com 1.200 homens. Proporcionalmente aos espanhóis eles possuíam o dobro de oficiais, o que aumentava o controle da tropa durante as batalhas e tornava o exército mais flexível.

Terço, organização militar que misturava soldados armados de piques com soldados armados de arcabuzes e mosquetes, e em pouco tempo alcançou a superioridade militar na Europa. A origem do termo “terço” (“tercio” em Espanhol) é algo obscuro. Umas opiniões defendem que isso se deve o facto de terem sido, inicialmente, criados três terços, cada qual correspondendo a 1/3 das tropas espanholas estacionadas na Itália. Outros defendem que isso se deve a que, inicialmente, cada terço deveria incluir os três tipos de combatentes de infantaria da época: os piqueiros (Lanças), os escudados (com espadas) e os besteiros (Posteriormente substituídos por arcabuzeiros). Uma terceira opinião defende que a origem do termo está nos 3.000 homens que constituíam o efetivos dos primeiros terços.

As armas de fogo pessoais mais utilizadas durante a Guerra eram a pistola, a carabina, o arcabuz, o mosquete e o bacamarte. À exceção da pistola e da carabina usadas pela cavalaria e que tinham fecho de pederneira, as restantes eram armas de fecho de mecha(uma corda). A alma lisa (ou seja, interior do cano sem estrias) destas armas Conferia ao projétil disparado uma baixa velocidade e uma trajetória errática, para o que também contribuía a forma esférica da bala de chumbo. O alcance dentro do qual era esperado causar baixas ao inimigo era limitado: cerca de 5-10 metros para a pistola, cerca de 60-80 metros para a carabina e o arcabuz, cerca de 100 metros para o mosquete (alcances aproximados, segundo as estimativas da época e reconstituições atuais, nem sempre coincidentes entre elas).

Um conjunto de variáveis influenciava a eficácia: as condicionantes atmosféricas, o estado de conservação da arma, a qualidade da pólvora (e a quantidade utilizada para permitir a detonação), o cansaço do militar, o moral e o seu treino ou experiência. Na cavalaria, por exemplo, com os solavancos da montada e o efeito da gravidade, mesmo utilizando uma segunda estopa para fixar melhor o projétil, podia acontecer que a bala se deslocasse no interior do cano e se afastasse da carga de pólvora que provocava a detonação. Deste modo, a velocidade inicial e logo a capacidade perfurante seriam muito reduzidas.

As características acima referidas condicionavam o emprego táctico das tropas equipadas com armas de fogo. As carabinas eram disparadas antes de se iniciar uma carga ou durante uma escaramuça à distância, enquanto as pistolas eram reservadas para o corpo-a-corpo, sendo disparadas muito perto do contato, antes de se recorrer à espada, ou até desfechadas à queima-roupa. Arcabuzes e mosquetes eram muito mais eficazes se disparados em salva: tiro efetuado à voz de comando, normalmente pelas duas primeiras fileiras.

Devido à rápida perda de velocidade da bala, aconteciam situações como as citadas anteriormente. Por isso, um colete ou casaca de couro podia ser suficiente para proteger o combatente de cavalaria, poupando os mais temerários ao incômodo suplementar de uma couraça metálica (o uso destas peças entre a infantaria era mais raro, excepto entre os oficiais). Mas se o militar fosse atingido, principalmente por uma bala mais pesada e volumosa como a de mosquete (cerca de 18mm de diâmetro), as consequências podiam ser bem complicadas. Até 40 ou 50 metros de distância, com alguma sorte a bala podia passar através do corpo sem atingir ossos ou tocar artérias ou órgãos vitais, ou ficar alojada num local de fácil extração. Este tipo de feridas sarava bem com os tratamentos empregues na época. O pior era quando um projéctil atingia um osso, quebrando-o, e depois deflectia para outras partes do corpo. Os ferimentos internos assim causados pela bala (que podia, ela própria, fragmentar-se, assim como ao osso, ampliando os danos) eram muito graves e quase sempre fatais. Na maior parte dos casos, a fratura de um membro provocada por uma bala levava à amputação do mesmo.

Os autores das narrativas de guerra dão ênfase aos eventos curiosos de pessoas atingidas por balas que pouco ou nada as incomodavam – o inverso não merecia grande destaque, porque era mais frequente.

Espero que tenham gostado de minhas anotações pessoais.

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Exercito Holandês sob ataque (Por Carlos Eduardo Cunha)

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“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

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Pernambuco Holandês: making of e mais um pouco da história de Pernambuco

Esta semana recebi os sketchs enviados pelo ilustrador Carlos Eduardo Cunha das páginas do nosso projeto Pernambuco Holandês até a página 23. Como já explicamos aqui, eu estou analisando os sketchs e tão logo eu os aprove, o Carlos começa o processo de ilustração propriamente dito.  E é muito legal poder ver a história começando a tomar forma.

Eu gostaria de poder mostrar mais coisas para vocês mas, por hoje, vou deixar vocês com apenas dois destes sketchs – das páginas 18 e 19 que mostram o momento exato da chegada dos Holandeses à Recife – para que você comecem a ter uma noção do que esperar quando o projeto estiver pronto.

E, como prometido, um pouco da história desse conflito.

Em 1628 , uma esquadra da WIC (Companhia das Índias Ocidentais), comandada por Piet Heyn, captura uma frota da prata espanhola, no litoral de Cuba, e o butim permite à companhia financiar um novo ataque ao Brasil. O alvo desta vez era Pernambuco, o maior produtor de açúcar do mundo.

A coroa Espanhola, então ciente dos possíveis novos ataques dos Holandeses à costa Brasileira (Eles já haviam sido expulso da Bahia em 1625), despacha Matias de Albuquerque para o Brasil para proteger Pernambuco e arredores (Itamaracá, Paraíba e Rio Grande do Norte) e lhe fornece, à título de reforços, apenas 1 caravela e 27 soldados.

E é com este contingente, além dos encontrados no Brasil, que ele tem que proteger quase toda a costa do nordeste Brasileiro.

O que fez Matias de Albuquerque e como fez para rechaçar o ataque Holandês é uma parte da história que contamos no nosso projeto Pernambuco Holandês.

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“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

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Personagens de Pernambuco Holandês: Duarte Coelho

Duarte Coelho

Duarte Coelho por Carlos Eduardo Cunha

Nascido em 1591, Duarte de Albuquerque Coelho era o filho mais velho de Jorge de Albuquerque Coelho e, por esta feita, tornou-se herdeiro único da Capitânia de Pernambuco. Porém, Duarte Coelho havia repassado a tarefa de administrar sua herança em terras brasileiras ao seu irmão Matias de Albuquerque e preferia gastar os lucros e dividendos provenientes de sua herança em cortes europeias.

Duarte nunca fora dado ao trabalho pesado e preferia viver de forma fútil e alienada entre os Bailes reais das cortes Portuguesas e Espanholas. Quando os Holandeses resolveram invadir a costa Pernambucana e ameaçar diretamente a sua capitânia, ao invés de vir defender o que era seu, mandou seu irmão Matias para defender as posses da família.

Apesar de fugir de seu papel inicialmente, mais tarde acabou tendo que vir para o Brasil e acabou escrevendo posteriormente as “Memórias Diárias de la Guerra del Brasil”, publicada em Madrid, em 1654, narrando a luta contra os holandeses em Pernambuco de 1630-1638.

É importante mencionar que não se deve confundir Duarte de Albuquerque Coelho com Duarte Coelho de Albuquerque. O segundo era tio do primeiro e foi quem, originalmente, herdou a capitânia de Pernambuco de seu pai Duarte Coelho Pereira. Duarte Coelho de Albuquerque e seu irmão Jorge de Albuquerque Coelho lutaram contra os Mouros no Norte da África e acabaram feridos e aprisionados em 1578. Após serem resgatados, Duarte Coelho de Albuquerque acabou falecendo devido aos seus ferimentos e seu irmão Jorge de Albuquerque Coelho – que também padecia de graves ferimentos – acabou repassando o direito hereditário da Capitânia de Pernambuco para o seu filho mais velho Duarte de Albuquerque Coelho.

Duarte de Albuquerque Coelho é um personagem bastante interessante e complexo que teve um importante papel durante a invasão e domínio Holandês em Pernambuco no século XVII e que você poderá ver mais de perto no projeto Pernambuco Holandês.

“Pernambuco Holandês – A queda de Olinda”, é uma novela gráfica que mostra detalhadamente as primeiras 24 horas de luta que o exército privado holandês infligiu ao povo Pernambucano no ano de 1630 que, mesmo sem nenhum apoio da coroa espanhola , ofereceu a resistência que pode aos invasores.

O roteiro, escrito por Leonardo Santana e ilustrado e colorido por Carlos Eduardo Cunha, tem 56 páginas e faz parte de uma trilogia que se pretende contar toda a saga holandesa em Pernambuco de forma dinâmica, ágil e emocionante. O projeto está na fase de ilustração e na procura de editoras interessadas em publicar este material.

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