prévia da hq Undeadman e os capacetes brancos

Como mencionamos aqui, escrevi um roteiro para o personagem Undeadman, do roteirista, editor e xará LEO MELO,  e a hq está sendo ilustrada  pelo ROM FREIRE. E, como a hq está quase pronta, venho aqui dividir com vocês, uma das páginas da hq que é uma homenagem a um grupo de voluntários que atuam na Síria e são conhecidos como Capacetes Brancos.

Ainda não temos informações de quando esta hq e este projeto será publicado mas assim que tivermos mais informações, volto aqui para avisar a vocês.

Enquanto isto, vão comentando o que estão achando desse trabalho.

undeadman - capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) - Pag 06 - 800px

undeadman – capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) – Pag 06 (Versão 1)

Johnny & Mary (Página 3)

Detalhe - Johnny and Mary (Por Leo S e Marcus Rosado) Pag 03

Detalhe – Johnny and Mary (Por Leo S e Marcus Rosado) Pag 03

Após serem traídos por seus comparsas, Johnny e Mary tem que empreender uma fuga desesperada para escapar da morte.

Com roteiro meu e arte de  Marcus Rosadoesta hq foi intitulada de “Johnny & Mary” e  é atualizada semanalmente. Para lê-la, clique aqui. Por favor, comentem.

Esta edição de Clássicos revisitados está esgotada mas, para conhecer e adquirir outros números desta publicação (Antes que também se esgotem) , clique nos links abaixo:

Clássicos Revisitados 2 – Monstros Noir

Clássicos Revisitados 3 – ROmance & Terror

Clássicos Revisitados 4 –  História sci-fi

Nova Hq Online: Johnny & Mary (Páginas 1 e 2)

Detalhe - Johnny and Mary (Por Leo S e Marcus Rosado) Pag 02

Detalhe – Johnny and Mary (Por Leo Santana e Marcus Rosado) Pag 02

E começamos a publicação de mais uma hq Online. Desta vez uma de terror bem pesado (Do tipo proibido para menores de 18 anos) com palavrões, mortes cruéis e…sexo!

A história é uma desconstrução da história infantil de João e Maria trazendo para o mundo dos gangsters dos anos 30 e foi publicada originalmente na edição 1 de Clássicos Revisitados que tinha como tema misturar contos infantis com a Máfia.

Com roteiro meu e arte de  Marcus Rosado, esta hq foi intitulada de “Johnny & Mary” e  é atualizada semanalmente. Para lê-la, clique aqui. Por favor, comentem.

Esta edição de Clássicos revisitados está esgotada mas, para conhecer e adquirir outros números desta publicação (Antes que também se esgotem) , clique nos links abaixo:

Clássicos Revisitados 2 – Monstros Noir

Clássicos Revisitados 3 – ROmance & Terror

Clássicos Revisitados 4 –  História sci-fi

Príncipe Monty em busca do cálice valente

Na última semana dei uma parada no projeto “Diários Italianos – O Brasil na Segunda Guerra Mundial” para dar atenção à um “mashup” que tenho que fazer.

O termo “Mashup” significa misturar e é justamente isto o que se propõe o editor e xará Leonardo Melo quando trouxe à vida a publicação “Clássicos revisitados”. A cada edição ele traz um tema duplo misturado que faz com que os roteiristas possam “enlouquecer” nas propostas apresentadas.

Já passaram pela publicação os temas “Máfia x lendas infantis”, “literatura noir x monstros da literatura”, “terror x lendas românticas” e “fatos históricos x clássicos da ficção científica” e eu tive a honra e o prazer de participar de quase todas elas.  A mais nova edição da publicação que está em produção propõe algo novo misturando “clássicos do cinema x clássicos dos quadrinhos” e o convite que recebi foi o de viajar na maionese fazendo um “mashup” entre o Príncipe Valente de Hal Foster e o filme Monty Python em busca do cálice sagrado.

O Príncipe Valente era uma tira de jornal criada por Hal Foster em 1937 focada nas aventuras de um jovem na época do Rei Arthur. O incrível realismo da arte de Hal Foster e a ação e aventura pelas quais passavam o Príncipe Valente arrebataram fãs no mundo todo até hoje.

Já o Monty Python era um grupo de comediantes ingleses da televisão que foi ao ar pela primeira vez em 1969. O humor (muitas vezes non-sense mas sempre inteligente) do grupo fez com que eles ficassem famosos no mundo todo através de shows e, principalmente, filmes. Além de “Monty Python em busca do Cálice Sagrado”, o grupo também lançou outro filme bastante engraçado e emblemático na época chamado “A vida de Brian” onde conta uma história paralela à história de Jesus Cristo.

Por aí vocês já imaginam a complicação em misturar todo o realismo de Hal Foster com o show de absurdos do Monty Python. Mas, eu acredito que um verdadeiro artista é aquele que, sempre que pode, tenta sair de sua zona de conforto. Isto é o que fortalece o trabalho de um artista e o permite evoluir na sua arte.

Nos últimos dias tenho me debruçado sobre estas duas fontes para começar o trabalho de escrever o roteiro. Ainda não sei o que vai sair daí mas espero que seja algo bem divertido para mim e para que ler a hq.

Undeadman e os capacetes brancos

Ano passado recebi o convite do meu xará, LEO MELO, criador do personagem UNDEADMAN, para escrever um roteiro curto (de até 6 páginas) com seu personagem. O desafio veio e, junto com ele, veio o desejo de (como sempre) tentar fazer algo inesperado com o Undeadman.

Undeadman é o nome recebido pelo guerreiro Jason de Ely após ser amaldiçoado por um bruxo no início do século XI, tornando-o um imortal.

Depois de mergulhar no universo do Undeadman, percebi que, uma coisa pouco comum com os personagens imortais, era fazê-los deixar de lutar contra sua própria condição e se jogar em outra. E, na história que escrevi, vemos Jason chegando em Allepo, na Síria, em busca de uma vingança qualquer que acaba perdendo todo o seu sentido quando ele fica preso nos escombros de um prédio por causa de uma explosão e é salvo por Abu, um membro da organização conhecida como CAPACETES BRANCOS.

Para saber o resto da história e o que acontece com o Undeadman, você vai ter que esperar o Leo Melo lançar a edição de sua revista com esta e outras histórias do personagem.

Eu continuo agradecendo ao Leo Melo por me dar estas oportunidades de escrever meus roteiros e publicá-las através de seu selo de revistas em quadrinhos, o Quadrinhópole.

Para conhecer mais sobre o Undeadman e ler algumas de suas aventuras, clique aqui.

Abaixo, vocês podem conferir a primeira página da hq desenhada pelo ROM FREIRE.

undeadman - capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) - Pag 01

undeadman – capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) – Pag 01

Sobre os Capacetes Brancos: A guerra na síria já matou mais de 300 mil pessoas e provocou um êxodo de mais de 11 milhões de sírios. Os capacetes brancos são compostos de voluntários das mais diversas áreas: professores, construtores, pintores, padeiros, estudantes. Em comum, o objetivo de socorrer as vítimas da guerra na síria. O grupo é financiado por doações de particulares e também de países como Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Holanda e Japão e não estão filiados a nenhum partido político ou facção armada. Mais de 140 socorristas dos capacetes brancos já morreram durante bombardeios. A organização concorreu ao prêmio nobel da paz em 2016, mas perdeu para o presidente colombiano Juan Manuel dos Santos.

Clássicos Revisitados – Vol. 3: Romance & Terror

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Capa Clássicos Revisitados- Volume 3: Romance & Terror

Recebi esta semana a edição de Clássicos Revisitados – Vol. 3: Romance & Terror, revista editada pelo xará Leo Melo (Criador do Undeadman e do selo Quadrinhópole). A revista está belíssima e merece todos os parabéns. A cada edição, Leo Melo consegue trazer um projeto cada vez mais profissional e maduro.

Neste volume, lendas e fábulas foram mescladas com terror e suspense por vários autores trazendo as histórias da Bela Adormecida, Sansão e Dalila, a Pequena Sereia e muitas outras como você jamais imaginou.

Tive a honra de participar desta edição com a reinterpretação da única lenda brasileira que entrou na edição: A Lenda da Vitória-Régia. Na história original, uma índia se suicida para poder ficar perto da lua, a deusa Jaci. Na minha releitura, intitulada O Assassino da Vitória-Régia, ilustrada pelo E. Thomaz, a história, que se passa em Belém do Pará, traz uma policial descendente de índios que, durante uma caçada a um serial killer, descobre a verdade por trás da lenda e tem que provar seu valor para a deusa Jaci.

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O Assassino da Vitória Régia, por Leo Santana e E. Thomaz, Página 1

Participam da edição os seguintes autores: Leonardo Melo, Paco Steinberg, Carlos Machado, Carol Sakura, Matheus Moura, Leonardo Santana, Antonio Eder, Walkir Fernandes, Paulo Kielwagen, João Ferreira, Thyago Macson, Joniel Santos, Emmanuel Thomaz e Laudo.

Clássicos Revisitados – Vol. 3: Romance & Terror é uma das melhores edições do ano e pode ser adquirida pelo preço de R$ 30,00 aqui: http://www.gibistore.com/loja/classicos-revisitados-volume3

Emmanuel Thomaz vai desenhar roteiro “O Assassino da Vitória Régia”

Existe dois grandes e temerosos hiatos entre a produção de um roteiro e a finalização de sua produção. O primeiro, e mais tenso deles, vai até encontrar o desenhista que aceite participar com você dessa parceria. O segundo vai do momento do aceito do desenhista até a conclusão da obra.

Em meados desse segundo semestre, recebi o ilustre convite de meu xará, o editor e roteirista Leo Melo, criador da série Undeadman, da revista/site Quadrinhópole e da loja virtual Gibistore, para participar da terceira edição da revista Clássicos Revisitados (Eu já havia participado da primeira edição).

O tema proposto foi fazer uma releitura da lenda amazônica da vitória régia. Peguei os elementos da lenda e os diluí em uma trama policial onde um assassino em série que mata mulheres e as deposita em grandes vitórias régias está encurralado por uma policial civil de origem indígena chamada Maiara. Adicionei pitadas de suspense, ação e uma viagem místico-espiritual-indígena e cheguei a uma história que gostei tanto que já até cogitei em transformá-la no final de um álbum onde eu poderia desenvolver melhor todas as nuances que a personagem de Maiara, a policial, acabaram por se mostrar. Mas isto é outra história.

Chega de digressão e vamos voltar ao assunto principal.

Roteiro pronto, chegou a hora de procurar um desenhista. Fiz uma lista com o nome de vários desenhistas que eu conhecia, sem me preocupar se eles já haviam trabalhado comigo ou se estavam ocupados com qualquer outra coisa. Simplesmente saí listando todo mundo. Quando acabei de fazer a lista comecei a olhar nome por nome. Eu tinha uma grande preocupação em relação ao roteiro que era o fato de que a história se passa em Manaus e eu queria que as locações fossem feitas com a maior fidelidade o quanto fosse possível. Um dos pontos que eu acho mais importante na confecção das hqs nacionais é que o leitor possa identificar elementos do lugar onde vive, de sua cultura, de seu país, de uma forma natural. Não queria que a cidade de Manaus fosse retratada como uma cidade genérica de quadrinhos.

Por tudo isso, quando meu olho bateu no nome de Emmanuel Thomaz, eu achei que meu principal objetivo poderia ser alcançado com ele. Afinal de contas, além de ser um desenhista fantástico que já nos presenteou com obras como JACK THE FAG, CHICO SPENCER, JANAÍNA e tantos outros personagens, eu acho a caracterização das locações de suas histórias as mais genuinamente brasileiras que já vi.

Convite feito, roteiro enviado, fiquei na expectativa da resposta do Emmanuel. Foram alguns poucos dias de angustiante espera até que ele finalmente me respondeu:

“Já li seu roteiro e gostei muito, é bem dramático e dá margem para muitas experiências gráficas. Pode deixar comigo que encontrarei o tom certo para ilustrar esta belíssima lenda amazônica.”

Tive sorte. Nunca havia trabalhado com Emmanuel Thomaz e não sabia se ele ia gostar do roteiro ou se teria disponibilidade para fazê-lo. Também não é sempre que consigo fechar com um desenhista de primeira. Algumas vezes, os roteiros simplesmente nunca vêem a luz do dia por pura falta de pessoas interessadas/disponíveis para desenhá-los.

Portanto, o primeiro e mais importante hiato entre a produção do roteiro e a conclusão de uma hq já foi vencido. O segundo, como já informei anteriormente, começa agora: a espera até que o Emmanuel nos entregue a hq toda desenhada. E, se tudo der certo, teremos em 2015 mais um trabalho concluído e uma nova parceria celebrada.

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Emmanuel Thomaz

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Chico Spencer, criação de José Salles e ilustração de Emmanuel Thomaz

 

 

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Horizonte Zero, Fanzine que surgiu da parceria de Marcelo Marat com Emmanuel Thomaz