HQ Online: Undeadman em Capacetes Brancos

inst.-ch. site-Leia essa hq e descubra juntamente com o personagem Undeadman, criado por Leo Melo, por que nem todos os heróis tem super-poderes. Uma comovente hq sobre dor e esperança em um de meus melhores trabalhos.

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prévia da hq Undeadman e os capacetes brancos

Como mencionamos aqui, escrevi um roteiro para o personagem Undeadman, do roteirista, editor e xará LEO MELO,  e a hq está sendo ilustrada  pelo ROM FREIRE. E, como a hq está quase pronta, venho aqui dividir com vocês, uma das páginas da hq que é uma homenagem a um grupo de voluntários que atuam na Síria e são conhecidos como Capacetes Brancos.

Ainda não temos informações de quando esta hq e este projeto será publicado mas assim que tivermos mais informações, volto aqui para avisar a vocês.

Enquanto isto, vão comentando o que estão achando desse trabalho.

undeadman - capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) - Pag 06 - 800px

undeadman – capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) – Pag 06 (Versão 1)

Undeadman e os capacetes brancos

Ano passado recebi o convite do meu xará, LEO MELO, criador do personagem UNDEADMAN, para escrever um roteiro curto (de até 6 páginas) com seu personagem. O desafio veio e, junto com ele, veio o desejo de (como sempre) tentar fazer algo inesperado com o Undeadman.

Undeadman é o nome recebido pelo guerreiro Jason de Ely após ser amaldiçoado por um bruxo no início do século XI, tornando-o um imortal.

Depois de mergulhar no universo do Undeadman, percebi que, uma coisa pouco comum com os personagens imortais, era fazê-los deixar de lutar contra sua própria condição e se jogar em outra. E, na história que escrevi, vemos Jason chegando em Allepo, na Síria, em busca de uma vingança qualquer que acaba perdendo todo o seu sentido quando ele fica preso nos escombros de um prédio por causa de uma explosão e é salvo por Abu, um membro da organização conhecida como CAPACETES BRANCOS.

Para saber o resto da história e o que acontece com o Undeadman, você vai ter que esperar o Leo Melo lançar a edição de sua revista com esta e outras histórias do personagem.

Eu continuo agradecendo ao Leo Melo por me dar estas oportunidades de escrever meus roteiros e publicá-las através de seu selo de revistas em quadrinhos, o Quadrinhópole.

Para conhecer mais sobre o Undeadman e ler algumas de suas aventuras, clique aqui.

Abaixo, vocês podem conferir a primeira página da hq desenhada pelo ROM FREIRE.

undeadman - capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) - Pag 01

undeadman – capacetes brancos (Por Leo Santana e Rom Freire) – Pag 01

Sobre os Capacetes Brancos: A guerra na síria já matou mais de 300 mil pessoas e provocou um êxodo de mais de 11 milhões de sírios. Os capacetes brancos são compostos de voluntários das mais diversas áreas: professores, construtores, pintores, padeiros, estudantes. Em comum, o objetivo de socorrer as vítimas da guerra na síria. O grupo é financiado por doações de particulares e também de países como Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Holanda e Japão e não estão filiados a nenhum partido político ou facção armada. Mais de 140 socorristas dos capacetes brancos já morreram durante bombardeios. A organização concorreu ao prêmio nobel da paz em 2016, mas perdeu para o presidente colombiano Juan Manuel dos Santos.

Emmanuel Thomaz vai desenhar roteiro “O Assassino da Vitória Régia”

Existe dois grandes e temerosos hiatos entre a produção de um roteiro e a finalização de sua produção. O primeiro, e mais tenso deles, vai até encontrar o desenhista que aceite participar com você dessa parceria. O segundo vai do momento do aceito do desenhista até a conclusão da obra.

Em meados desse segundo semestre, recebi o ilustre convite de meu xará, o editor e roteirista Leo Melo, criador da série Undeadman, da revista/site Quadrinhópole e da loja virtual Gibistore, para participar da terceira edição da revista Clássicos Revisitados (Eu já havia participado da primeira edição).

O tema proposto foi fazer uma releitura da lenda amazônica da vitória régia. Peguei os elementos da lenda e os diluí em uma trama policial onde um assassino em série que mata mulheres e as deposita em grandes vitórias régias está encurralado por uma policial civil de origem indígena chamada Maiara. Adicionei pitadas de suspense, ação e uma viagem místico-espiritual-indígena e cheguei a uma história que gostei tanto que já até cogitei em transformá-la no final de um álbum onde eu poderia desenvolver melhor todas as nuances que a personagem de Maiara, a policial, acabaram por se mostrar. Mas isto é outra história.

Chega de digressão e vamos voltar ao assunto principal.

Roteiro pronto, chegou a hora de procurar um desenhista. Fiz uma lista com o nome de vários desenhistas que eu conhecia, sem me preocupar se eles já haviam trabalhado comigo ou se estavam ocupados com qualquer outra coisa. Simplesmente saí listando todo mundo. Quando acabei de fazer a lista comecei a olhar nome por nome. Eu tinha uma grande preocupação em relação ao roteiro que era o fato de que a história se passa em Manaus e eu queria que as locações fossem feitas com a maior fidelidade o quanto fosse possível. Um dos pontos que eu acho mais importante na confecção das hqs nacionais é que o leitor possa identificar elementos do lugar onde vive, de sua cultura, de seu país, de uma forma natural. Não queria que a cidade de Manaus fosse retratada como uma cidade genérica de quadrinhos.

Por tudo isso, quando meu olho bateu no nome de Emmanuel Thomaz, eu achei que meu principal objetivo poderia ser alcançado com ele. Afinal de contas, além de ser um desenhista fantástico que já nos presenteou com obras como JACK THE FAG, CHICO SPENCER, JANAÍNA e tantos outros personagens, eu acho a caracterização das locações de suas histórias as mais genuinamente brasileiras que já vi.

Convite feito, roteiro enviado, fiquei na expectativa da resposta do Emmanuel. Foram alguns poucos dias de angustiante espera até que ele finalmente me respondeu:

“Já li seu roteiro e gostei muito, é bem dramático e dá margem para muitas experiências gráficas. Pode deixar comigo que encontrarei o tom certo para ilustrar esta belíssima lenda amazônica.”

Tive sorte. Nunca havia trabalhado com Emmanuel Thomaz e não sabia se ele ia gostar do roteiro ou se teria disponibilidade para fazê-lo. Também não é sempre que consigo fechar com um desenhista de primeira. Algumas vezes, os roteiros simplesmente nunca vêem a luz do dia por pura falta de pessoas interessadas/disponíveis para desenhá-los.

Portanto, o primeiro e mais importante hiato entre a produção do roteiro e a conclusão de uma hq já foi vencido. O segundo, como já informei anteriormente, começa agora: a espera até que o Emmanuel nos entregue a hq toda desenhada. E, se tudo der certo, teremos em 2015 mais um trabalho concluído e uma nova parceria celebrada.

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Emmanuel Thomaz

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Chico Spencer, criação de José Salles e ilustração de Emmanuel Thomaz

 

 

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Horizonte Zero, Fanzine que surgiu da parceria de Marcelo Marat com Emmanuel Thomaz